Arquivo para agosto, 2009

Macacos na Era da Pedra: Humbug – Arctic Monkeys

Posted in Música, Resenhas on agosto 14, 2009 by Guilherme Dias

Arctic Monkeys, admitidamente uma banda que eu nunca fiz o mínimo esforço para acompanhar. Mais ou menos na época do Favourite Worst Nightmare(adoro a tendência britânica da enfiar u no meio das palavras), tentei entrar na onda. Brianstorm, o primeiro single e uma BAITA música, ajudou bastante. Mas de resto, a banda passou em branco na minha vida. Então, algum fã da banda que caiu aqui aleatoriamente pelo Google pode perguntar-se, por que CARALHOS eu resolvi falar do novo CD dos caras(recém-vazado na Internet), Humbug.

Bom, por dois motivos. O primeiro é que ninguém está lançando nada no mundo da música atualmente e eu andei falando demais sobre cinema. O segundo é que o produtor de Humbug é ninguém menos que Josh Homme, guitarrista e vocalista do Queens of The Stone Age e ídolo-maior deste que vos escreve. Já não é a primeira empreitada do moço com essas bandas INDIE COOL aí. Ele já convidou Julian Casablancas, vocalista do Strokes, para participar de um dos álbuns do QOTSA, por exemplo. Agora, eu estava bem curioso para saber como o Arctic Monkeys soaria com o cara ali do lado, especialmente depois de ter escutado o single, Crying Lightning, e notar que, OLHA, ESSA PORRA PODE SOAR LEGAL.

Meu veredito final? Soou legal sim.

A influência do produtor e o novo rumo da banda é notável logo de cara com My Propeller, bem mais cadenciada que tudo feito anteriormente pela banda. Aliás, esse CD é um CD menos “alegrinho” que os anteriores. Perdoem o uso de ASPAS e de termos tão soltos, mas estou tentando definir o estilo geral do álbum sem dizer Desert Sessions. As melodias com duas vozes ainda estão ali, e os refrões também, mas tudo bem mais empoeirado e escuro, com um clima quase assombrado(e nesses momentos eu queria escrever em Inglês. Haunted se encaixa muito melhor).

Peguemos como exemplo Pretty Visitors, a nona faixa de dez no total. A melodia vocal e a PANCADARIA PERCUSSIONISTA do baterista da banda continuam as mesmas, mas o tom é sombrio, é uma música que passeia por três ritmos diferentes em 3:30min e carrega PESO nas suas guitarras, não apenas distorção. Não é uma música dançante, não é I Bet You Look Good On The Dancefloor, e é uma EVOLUÇÃO para a banda. Evolução pois, apesar de músicas como Potion Approaching terem partes MUITO influenciadas pelo rock clássico e pelo próprio Josh Homme(o interlúdio desta é basicamente parte de alguma música do QOTSA engavetada), é tudo muito bem composto e arranjado em um formato diferente  sem mudar completamente a identidade do grupo. O Alex ainda conta histórias com suas letras, mas tem uma The Jeweller’s Hands e sua levada marcial como acompanhamento. Até castanholas e órgãos entram no rolo.

Como não-fã da banda, não sinto tanta falta das músicas agitadas, mas ficou faltando pelo menos UMA para completar o álbum. Secret Doors aproxima-se disto em alguns momentos, e a supracitada Pretty Visitors também, mas nada que embale de vez. Talvez isso seja beneficial para a estrutura do CD, já que o clima de todas as músicas é o mesmo, mas imagino o choque pra quem vinha de Brianstorm.

Humbug é um álbum legal, é isso que ele é. Na ótica de um fã do Homme, é ótimo escutar qualquer coisa influenciada por ele, mas deixando isso de lado e analisando toda a carreira dos MACACOS(colorados, AWAY), é o melhor do quarteto. Uma tentativa de mudar mesmo que isso não agrade os fãs e um amadurecimento nas composições vale pelo menos meu respeito e futura admiração. Não que isso valha algo de verdade.

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Brinquedo não-recomendado para quem preza sua vida.

Posted in Divagações, Filmes with tags , , , , , , , on agosto 12, 2009 by Guilherme Dias

Algumas pessoas cresceram vendo Jason e sua máscara de hockey enfiando o facão em pessoas desprevinidas na série Sexta-Feira 13. Outras não conseguiam entender como Michael Myers resistia a tudo e caminhava lentamente em direção a sua vítima em Halloween. Talvez os mais velhos lembrem de Leatherface  simplesmente MARTELANDO um rapaz até a morte no Massacre da Serra Elétrica. O que é certo é que todo mundo teve AQUELE vilão que aterrorizou sua infância, desde que aquele primo(sim, AQUELE primo) te forçou a ver uma VHS de noite quando você ainda era uma pequenina criança. Esse é um pequeno relato sobre o meu maior pesadelo de infância.

Eu era um piá medroso. Demorei até a duenésima reprise de GREMLINS para notar que um filme com elementos de terror poderia ser divertido, e me negava a sequer ABRIR OS OLHOS quando os comerciais para A Hora do Pesadelo 4 passavam na televisão. Mas havia um filme em específico que me apavorava horrivelmente. O local preferido de toda criança é no meio de seus brinquedos, fonte de diversão e entreterimento, de herois imaginários e toda essa frescuragem que está fazendo meu texto parecer roteiro da TV GLOBINHO. Logo, é uma FDP IMENSA fazer um filme onde esse brinquedo pode ESTRIPÁ-LO E POSSUIR SEU CORPO. Senhoras e senhores, esse é Chucky, o Brinquedo Assassino.

Fofão é o caralho.

Fofão é o caralho.

Para pessoas mais novas, a série Brinquedo Assassino geralmente passa em branco como filme de terror. Afinal, a imagem daquele BICHO RUIVO INFERNAL está relacionada às comédias que fecharam a série. Entretanto, os dois primeiros filmes eram slashers convincentes e, mais especificamente, slashers que passavam DE TARDE NO SBT. Aliás, para quem não sabe, esses filmes foram proibidos no bloco da tarde desde que uma criança IMITOU o nosso querido Chucky e esfaqueou um outro menino depois da exibição deles no Cinema em Casa. Eu disse que era um troço do Inferno, principamente para crianças facilmente impressionáveis de 8, 9 anos.

O roteiro e OVERALL PLOT da série, condensado: Charles Lee Ray(três assassinos em um), o Estrangulador de Lakeshore é ferido mortalmente por um policial graças a seu amigo traíra. Como MESTRE DO VODU, em seus minutos finais ele transfere sua alma para um boneco que estava próximo. Um piá abobado compra esse boneco. Chucky se revela para o guri, assassina quem ferrou com ele e resolve transferir sua alma para o piá abobado. Tudo bem simples, como em um bom filme de terror chinelão, mas o maldito boneco era algo aterrador e os efeitos eram bons para a época de lançamento da película(1989).

No final das contas, Chucky aterrorizou toda uma geração de crianças facilmente impressionáveis. Em grande parte graças a seus grandes dubladores, tanto na versão ÁLAMO quanto na versão americana, ao efeito UNCANNY VALLEY inerente a todo brinquedo humanóide se tornando uma MÁQUINA MORTÍFERA e pela tradição do Cinema em Casa de reprisar o maldito filme todo final de semana.Ah, e por terem feito uma versão REAL da Good Guy Doll. FDP pouca é bobagem.

Ah. Eu achei que tivesse superado o trauma com meus 12, 13 anos. Daí um famoso duo de House francês, um tal de DAFT PUNK, lançou uma das minhas músicas favoritas, Technologic. O clipe…bem…

…é o esqueleto do Chucky dando ordens. MUITO OBRIGADO, FRANÇA, POR MAIS ALGUNS PESADELOS.

Filmes para Aguardar: District 9

Posted in Filmes, Para Aguardar with tags , , on agosto 10, 2009 by Guilherme Dias

Muito se fala sobre Avatar, de James Cameron(Aquele rapaz responsável por EXTERMINADOR DO FUTURO e um outro filme qualquer que fez a limpa no Oscar de 1998), como a ficção científica mais esperada do ano. É compreensível. Afinal, Avatar é o trabalho dos sonhos do diretor, que desenvolveu até uma nova câmera para poder concretizar o projeto EXATAMENTE como visualizado em sua CABEÇORRA. Entretanto, um projeto bancado por Peter Jackson, com um diretor não tão experiente, Neill Blomkamp e algumas vezes mais barato que a ideia de Cameron pode acabar por obscurecê-la.

Terrível contra os insetos.

Terrível contra os insetos.

Falaremos, então, de District 9. Curiosamente, o projeto surgiu após o fracasso de outra empreitada de Peter Jackson com o diretor. Originalmente, Blomkamp dirigiria a adaptação de Halo para os cinemas, mas devido a TRETAS entre Fox, Universal e Microsoft, a película BROCHOU. Peter Jackson, um cara LEGAL, não quis deixar o garoto(Neill Blomkamp tem 29 anos) na mão e resolveu bancar um outro projeto do sul-africano, uma EXPANSÃO do curta Alive in Joburg, disponível em Inglês(THE WORLD’S FUCKIN’ LANGUAGE) aí embaixo.

O enredo, sem enveredar para o território NEGRO dos spoilers, é o seguinte: 28 anos antes do começo do filme, alienígenas entram em CONTATO IMEDIATO conosco, a humanidade. Como pessoas SAGAZES e que já assistiram INDEPENDENCE DAY infinitas vezes, parecia questão de tempo até que eles que vieram do espaço OBLITERASSEM a nossa espécie. Mas não foi isso que aconteceu. Esses aliens eram apenas refugiados, os últimos sobreviventes de seu planeta. E como pessoas SAGAZES e que já leram a LEI DE GÉRSON infinitas vezes, percebemos que, olha só, a oportunidade de LUCRAR em cima desse pessoal era imensa!

Os ETs foram jogados em um canto qualquer da África do Sul, no Distrito 9, enquanto as potências mundiais discutiam como tratar o problema. Os brasileiros, enquanto isso, discutiam se um ser intergaláctico não seria uma melhor escolha para o ataque da Seleção do que DIEGO TARDELLI. No meio do descontrole, CAOS e violência causado pela introdução de uma espécie que poderia ser odiada igualmente por todos os seres humanos, o tratamento da questão foi repassado para uma megacorporação, a MNU, que seria responsável por acomodar os insectóides.

O Homem Mais Procurado Do Mundo #1293

O Homem Mais Procurado Do Mundo #1293

Mas como uma megacorporação nunca é boazinha no mundo de HOLLYWOOD, tudo que eles querem é compreender, assimilar e utilizar a tecnologia de armamentos da trupe do espaço em seu próprio benefício. No meio dessa ROSCA toda, um magrão qualquer empregado da MNU acaba por descobrir o JEITO-MANEIRA de operar a tecnologia e se torna o homem mais procurado do mundo desde OSAMA BIN LADEN.

O interessante do filme é a abordagem semi-documentário da situação, mas sem se tornar algo confuso e tremido como filmes a la Cloverfield. As cenas de ação divulgadas nos trailers são bem interessantes e há uma boa dosagem de SANGRE E VIOLÊNCIA de acordo com fontes confiáveis. Os efeitos são EXCELENTES para o orçamento do filme, que custou apenas 30mi de doletas – ínfimo orçamento em padrões hollywoodianos. No pior dos casos, vai ser um excelente filme-pipoca para quem curte o gênero.

Trailer em HD pra vocês

District 9 vai ser lançado daqui a três dias nos EUA, e no Brasil estreia no dia 30 de Outubro.

Mais um espaço morto na web.

Posted in Divagações with tags , on agosto 10, 2009 by Guilherme Dias

Finalmente um blog que eu começo é DIGNO de seu nome. Espaço morto é um local que não tem serventia alguma, preenchido por tranqueiras e outros lixos. Basicamente, é 99% da Internet, perdendo 1% apenas para sites pornô. Espaço morto também é tradução literal de Dead Space, e uma referência nerd de terror também ajuda a definir o objetivo deste blog.

No recém-nascido Espaço Morto(ironia é ÁGUA nesse mundo), pretendo dissertar sobre coisas aleatórias que ocorram no mundo CULTURAL. Tudo bem, cultura não é só música e cinema, mas NINGUÉM TE PERGUNTOU, MAGRÃO. Falaremos sobre os lançamentos hypados, os hypes lançados, filmes com SANGRE e SÉSCHO e todas essas coisas que tornam a vida humana digna de ser VIVIDA. Mesmo que preenchida, em sua maioria, como se fosse um espaço morto.

MASÁ, notaram a sagacidade do final do post?